Prevenção da violência: uma perspectiva ecológica - 2010 /2012
 

            Descrição: Estudos em diversos países mostram que as variáveis tais como a desigualdade econômica, a estrutura populacional, a densidade demográfica e a taxa de desemprego estão associadas significativamente aos homicídios. Este é o quadro dos bairros de subúrbios no Rio de Janeiro e das favelas, algumas das quais terminam concentrando intensa atividade de quadrilhas ligadas ao tráfico de drogas, com elevadas taxas de homicídios por conta da dinâmica de conflito em torno do território dominado pela quadrilha. Nesses bairros e favelas moram pessoas de estratos sociais marcados pela baixa renda, baixa escolaridade, famílias chefiadas por mulheres, com altas taxas de gravidez na adolescência. Ecologicamente são bairros marcados pela escassez de centros culturais e esportivos, embora muitos deles, comoos subúrbios da AP3 e áreas centrais na AP1, tenham alta atividade comercial e muitas atividades esportivas e culturais diversificadas vinculadas a associações vicinais. Os órgãos e serviços públicos disponíveis também são raros, quando comparados com o centro ou com as regiões abastadas, não conseguindo suprir a demanda. Além do uso de variáveis sócio-econômicas e individuais agregadas, a compreensão de fatores relacionados ao espaço urbano é profícua nessa investigação. O modelo ecológico de geração da violência busca a compreensão na sua natureza multifacetada e a identificação dos fatores que influenciam o comportamento, aumentando o risco de cometer ou de ser vítima de violência. A análise ecológica das distribuições dos delitos criminais em centros urbanos nos conduz a questões de natureza prática e teórica. A questão é porque alguns bairros e localidades de uma cidade têm altas taxas de criminalidade? As variáveis ecológicas, por sua vez, congregam uma série de aspectos individuais, sociais e contextuais que são passíveis de serem alteradas. Quais e como isto pode ser feito é o desafio das políticas públicas de segurança. A preservação de laços sociais entre vizinhos e o senti

 

Situação: Em Andamento

 

Financiador(es): Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesq. do Estado do Rio de Janeiro-FAPERJ, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico-CNPq